Foi há 20 anos, em Estocolmo, que o escritor português José Saramago, natural da Azinhaga - Golegã, viu consagrada a sua obra, sendo agraciado com o prémio Nobel da Literatura.
Pela 1ª vez um escritor de Língua Portuguesa.
Mostrar mensagens com a etiqueta Comemoração. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Comemoração. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, 8 de outubro de 2018
sexta-feira, 4 de maio de 2018
Dia da Mãe
Ícone de N. Senhora da Ternura - artista anónimo do século XII
Mãe
Conheço a
tua força, mãe, e a tua fragilidade.
Uma e outra têm a tua coragem, o teu alento vital.
Estou contigo mãe, no teu sonho permanente na tua esperança incerta
Estou contigo na tua simplicidade e nos teus gestos generosos.
Vejo-te menina e noiva, vejo-te mãe mulher de trabalho
Sempre frágil e forte. Quantos problemas enfrentaste,
Quantas aflições! Sempre uma força te erguia vertical,
sempre o alento da tua fé, o prodigioso alento
a que se chama Deus. Que existe porque tu o amas,
tu o desejas. Deus alimenta-te e inunda a tua fragilidade.
E assim estás no meio do amor como o centro da rosa.
Essa ânsia de amor de toda a tua vida é uma onda incandescente.
Com o teu amor humano e divino
quero fundir o diamante do fogo universal.
António Ramos Rosa, in 'Antologia Poética'
Uma e outra têm a tua coragem, o teu alento vital.
Estou contigo mãe, no teu sonho permanente na tua esperança incerta
Estou contigo na tua simplicidade e nos teus gestos generosos.
Vejo-te menina e noiva, vejo-te mãe mulher de trabalho
Sempre frágil e forte. Quantos problemas enfrentaste,
Quantas aflições! Sempre uma força te erguia vertical,
sempre o alento da tua fé, o prodigioso alento
a que se chama Deus. Que existe porque tu o amas,
tu o desejas. Deus alimenta-te e inunda a tua fragilidade.
E assim estás no meio do amor como o centro da rosa.
Essa ânsia de amor de toda a tua vida é uma onda incandescente.
Com o teu amor humano e divino
quero fundir o diamante do fogo universal.
António Ramos Rosa, in 'Antologia Poética'
domingo, 18 de março de 2018
Dia do Pai
Para onde
nem os versos podem ir
Em dias como
este, pai, dá-me
para ir
conversar contigo, eu sei,
exausto que
ando de tudo o que é mesquinho.
Lá no fundo
está o mar
em que tu me
ensinaste a distinguir
os
cargueiros e os petroleiros,
separando o
norte do sul
e o leste do
oeste. Marinheiro não fui,
embora mil
vezes tenha sentido
a
avassaladora tentação do mar.
Poeta sim,
que os poetas têm o direito
de desenhar
mapas imaginários
onde os
outros inventaram cidades tristes
com corvos
dentro carpindo a mágoa dos vencidos.
Tu estás
imóvel, atrás de uma pedra, pai,
mas eu
consigo ouvir a tua voz, em nós,
e o silvo do
teu assobio chamando os pássaros
e os cães
nos primeiros dias de junho.
Quem me dera
poder escrever
nesse
rectângulo frio todas as palavras
que um filho
sabe usar
para trazer
um pai de volta à vida,
nem que seja
para partirem juntos
para onde
nem os versos podem ir.
José Jorge
Letria, in "Tristes tópicos"
quinta-feira, 8 de março de 2018
8 de Março - Dia Internacional da Mulher
A Mulher Mais Bonita do Mundo
estás tão bonita hoje. quando digo que nasceram
flores novas na terra do jardim, quero dizer
que estás bonita.
entro na casa, entro no quarto, abro o armário,
abro uma gaveta, abro uma caixa onde está o teu fio
de ouro.
entre os dedos, seguro o teu fino fio de ouro, como
se tocasse a pele do teu pescoço.
há o céu, a casa, o quarto, e tu estás dentro de mim.
estás tão bonita hoje.
os teus cabelos, a testa, os olhos, o nariz, os lábios.
estás dentro de algo que está dentro de todas as
coisas, a minha voz nomeia-te para descrever
a beleza.
os teus cabelos, a testa, os olhos, o nariz, os lábios.
de encontro ao silêncio, dentro do mundo,
estás tão bonita é aquilo que quero dizer.
José Luís Peixoto, in "A Casa, a Escuridão"
flores novas na terra do jardim, quero dizer
que estás bonita.
entro na casa, entro no quarto, abro o armário,
abro uma gaveta, abro uma caixa onde está o teu fio
de ouro.
entre os dedos, seguro o teu fino fio de ouro, como
se tocasse a pele do teu pescoço.
há o céu, a casa, o quarto, e tu estás dentro de mim.
estás tão bonita hoje.
os teus cabelos, a testa, os olhos, o nariz, os lábios.
estás dentro de algo que está dentro de todas as
coisas, a minha voz nomeia-te para descrever
a beleza.
os teus cabelos, a testa, os olhos, o nariz, os lábios.
de encontro ao silêncio, dentro do mundo,
estás tão bonita é aquilo que quero dizer.
José Luís Peixoto, in "A Casa, a Escuridão"
quinta-feira, 7 de dezembro de 2017
Foi notícia
a aluna Bárbara Bragado.
segunda-feira, 24 de abril de 2017
25 de Abril de 1974
Milhares de murais, em todo o país, foram criados desde abril de 1974. Podem ser descobertos no Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra. Esta pintura mural, em Lisboa, homenageia o capitão Salgueiro Maia que se destacou na realização da operação militar, no quartel do Carmo, e postura simples na vida.
Obrigado, capitão Salgueiro Maia.
terça-feira, 7 de março de 2017
8 de Março - Dia Internacional da Mulher
|
Mulheres
|
|
|
Elas sorriem quando querem gritar.
Elas cantam quando querem chorar. Elas choram quando estão felizes. E riem quando estão nervosas.
Elas brigam por aquilo que acreditam.
Elas levantam-se para injustiça. Elas não levam "não" como resposta quando acreditam que existe melhor solução.
Elas andam sem novos sapatos para
suas crianças poder tê-los. Elas vão ao médico com uma amiga assustada. Elas amam incondicionalmente.
Elas choram quando suas crianças adoecem
e se alegram quando suas crianças ganham prémios. Elas ficam contentes quando ouvem sobre um aniversário ou um novo casamento.
Seus corações quebram quando seus amigos morrem.
Elas lamentam-se com a perda de um membro da família, contudo são fortes quando elas pensam que não há mais força. Elas sabem que um abraço e um beijo podem curar um coração quebrado. O coração de uma mulher é o que faz o mundo girar! Mulheres fazem mais do que dar a vida. Elas trazem alegria e esperança. Elas dão compaixão e ideais. Elas dão apoio moral para sua família e amigos. Mulheres têm muito a dizer e muito a dar.
Pablo Neruda
|
|
terça-feira, 6 de dezembro de 2016
Poema do Mês
Natal
A festa hoje
dá lugar à melancolia.
Já não
somos crianças,
não temos
insónias a pensar nos brinquedos
nem sofremos
a ansiedade da meia-noite.
Crescemos…
O tempo
levou-nos a fé
Levou-nos os
avós
Levou-nos os
pais.
Trouxe-nos
os filhos
e a melancolia
de termos
sido crianças
e de ter
sido uma festa.
Rui
Spranger, “Natal”,
In
“Antologia da Cave – 25 anos de poesia no
Pinguim Café”
segunda-feira, 21 de março de 2016
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
S.Valentim
Os alunos das turmas de inglês do 5º ano de escolaridade, inspirados por S. Valentim...criaram numerosos postais e trabalhos que se encontram expostos na biblioteca. A comunidade escolar que visitar este espaço ficará naturalmente encantada.
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
Semana da Leitura 2015 / 2016 - Elos de Leitura
A 10ª edição da Semana da Leitura propõe-se convidar as escolas
das redes pública e privada a dinamizarem ambientes festivos que envolvam as
suas comunidades educativas e a população em geral em iniciativas plurais, que
dêem visibilidade à leitura como prazer e a tornem presente em todos os
momentos e em qualquer lugar.
Entre 14 e 18 de março de 2016, pretende-se que a Semana da Leitura surja como uma grande
festa, uma ocasião para criar “Elos de Leitura”.
terça-feira, 12 de maio de 2015
sábado, 25 de abril de 2015
Abril
Abril de Sim Abril de Não
Eu vi Abril por fora e Abril por dentro
vi o Abril que foi e Abril de agora
eu vi Abril em festa e Abril lamento
Abril como quem ri como quem chora.
Eu vi chorar Abril e Abril partir
vi o Abril de sim e Abril de não
Abril que já não é Abril por vir
e como tudo o mais contradição.
Vi o Abril que ganha e Abril que perde
Abril que foi Abril e o que não foi
eu vi Abril de ser e de não ser.
Abril de Abril vestido (Abril tão verde)
Abril de Abril despido (Abril que dói)
Abril já feito. E ainda por fazer.
Manuel Alegre, in "Chegar Aqui"
quarta-feira, 25 de março de 2015
quarta-feira, 18 de março de 2015
Dia do Pai, Dia de São José
na hora de pôr a mesa,
éramos cinco:
o meu pai, a minha mãe, as minhas irmãs
e eu. depois, a minha irmã mais velha
casou-se. depois, a minha irmã mais nova
casou-se. depois, o meu pai morreu. hoje,
na hora de pôr a mesa, somos cinco,
menos a minha irmã mais velha que está
na casa dela, menos a minha irmã mais
nova que está na casa dela, menos o meu
pai, menos a minha mãe viúva. cada um
deles é um lugar vazio nesta mesa onde
como sozinho. mas irão estar sempre aqui.
na hora de pôr a mesa, seremos sempre cinco.
enquanto um de nós estiver vivo,
seremos sempre CINCO.
o meu pai, a minha mãe, as minhas irmãs
e eu. depois, a minha irmã mais velha
casou-se. depois, a minha irmã mais nova
casou-se. depois, o meu pai morreu. hoje,
na hora de pôr a mesa, somos cinco,
menos a minha irmã mais velha que está
na casa dela, menos a minha irmã mais
nova que está na casa dela, menos o meu
pai, menos a minha mãe viúva. cada um
deles é um lugar vazio nesta mesa onde
como sozinho. mas irão estar sempre aqui.
na hora de pôr a mesa, seremos sempre cinco.
enquanto um de nós estiver vivo,
seremos sempre CINCO.
José Luís Peixoto, “A
Criança em Ruínas”, 2001.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
terça-feira, 2 de dezembro de 2014
1º de dezembro - Dia da Restauração da Independência
Na manhã do dia 1 de dezembro de 1640, um grupo de 40 nobres, os conjurados, atacou a sede do governo espanhol em Lisboa e aclamou D. João IV como rei de Portugal. Desta forma terminou um período de 60 anos de União Ibérica. Todos os grupos sociais e todo o país apoiou esta revolta. Esta data continua a ser uma demonstração da vontade firme dos portugueses em manterem a independência. Espanha só em 1668, 28 anos depois de numerosos combates, reconheceria a separação e independência de Portugal.
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
A 1ª Grande Guerra 1914 - 1918
Todas as turmas do 9º Ano pesquisaram e investigaram a 1ª Grande Guerra. Foram recolhidas imagens .....e testemunhos que não deixarão de fazer pensar. Este trabalho, do Filipe Azeredo, retratou bem a dimensão do conflito.
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
Halloween ou Dia das Bruxas
ATIVIDADES DE DIA 30 E 31 DE OUTUBRO
Livros
com histórias “de meter medo” ocuparam uma mesa temática sobre literatura
fantástica, na Biblioteca
A atividade,
promovida por uma professora de Inglês, em cooperação com a Biblioteca, teve
ainda a colaboração de uma professora de E. Musical e de um professor de EV e
ET.
Um
grupo de alunos meteu mãos à obra e participou nos Workshops alusivos ao dia.
Deles resultaram abóboras assustadoras e doces deliciosos.
No
final da tarde de 6ª feira, acenderam-se as velas e as abóboras assustadoras
ganharam vida e enfeitaram a escola.
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Prémio Nobel da Literatura - 2014
![]() |
| Patrick Modiano (1945 - ) |
Escritor muito popular em França, onde é considerado um dos autores mais importantes da atualidade. Vive em Paris, que é cenário para várias obras. Tem publicado perto de 30 romances. Em Portugal estão traduzidas três obras "Na Rua das lojas Escuras", "O Horizonte" e "Dora Bruder". Os seus livros retratam a ocupação nazi da França, a memória da perda e a relação entre identidade e memória.
Subscrever:
Mensagens (Atom)











.jpg)