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sexta-feira, 4 de maio de 2018

Dia da Mãe

                               Ícone de N. Senhora da Ternura - artista anónimo do século XII

Mãe
Conheço a tua força, mãe, e a tua fragilidade. 
Uma e outra têm a tua coragem, o teu alento vital. 
Estou contigo mãe, no teu sonho permanente na tua esperança incerta 
Estou contigo na tua simplicidade e nos teus gestos generosos. 
Vejo-te menina e noiva, vejo-te mãe mulher de trabalho 
Sempre frágil e forte. Quantos problemas enfrentaste, 
Quantas aflições! Sempre uma força te erguia vertical, 
sempre o alento da tua fé, o prodigioso alento 
a que se chama Deus. Que existe porque tu o amas, 
tu o desejas. Deus alimenta-te e inunda a tua fragilidade. 
E assim estás no meio do amor como o centro da rosa. 
Essa ânsia de amor de toda a tua vida é uma onda incandescente.
Com o teu amor humano e divino 
quero fundir o diamante do fogo universal. 

António Ramos Rosa, in 'Antologia Poética'

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Novo Ano Chinês


Na China o novo ano começou no dia 16 de Fevereiro. 
Este calendário baseia-se nos ciclos lunares, sendo a data do ano novo flutuante.
Na passagem do Ano do Galo para o Ano do Cão os chineses festejam com muito barulho e pedem prosperidade e lealdade.
A festa dura três dias sendo a maior festa tradicional da China e é motivo de reunião familiar.

Bom Ano do Cão!...

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Presépios - 2017

O grupo disciplinar de EMRC promoveu a realização de uma exposição/concurso de presépios recicláveis que se encontra patente na biblioteca Isabel Alçada. Parabéns a todos os participantes.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Natal com poesia

Natal Africano

Não há pinheiros nem há neve,
Nada do que é convencional,
Nada daquilo que se escreve
Ou que se diz… Mas é Natal!

Que ar abafado! A chuva banha
A terra, morna e vertical.
Plantas da flora mais estranha,
Aves da fauna tropical.

Nem luzes, nem cores, nem lembranças
Da hora única e imortal.
Somente o riso das crianças
Que em toda a parte é sempre igual.


Não há pastores nem ovelhas,
Nada do que é tradicional.
As orações, porém, são velhas
E a noite é Noite de Natal.

 João Cabral do Nascimento, Obra Poética

O Presépio - arte popular tanzaniana

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Boas Férias - Boas Leituras



Na praia, no jardim, em casa dos primos da aldeia ou na tranquilidade do 1º andar, nada como estes dois meses de férias para descobrir a companhia de um bom livro.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Poema do Mês

Árvore

Um passarinho pediu a meu irmão para ser sua árvore.
Meu irmão aceitou de ser a árvore daquele passarinho.
No estágio de ser essa árvore, meu irmão aprendeu de
sol, de céu e de lua mais do que na escola.
No estágio de ser árvore meu irmão aprendeu para santo
mais do que os padres lhes ensinavam no internato.
Aprendeu com a natureza o perfume de Deus.
Seu olho no estágio de ser árvore aprendeu melhor o azul.
E descobriu que uma casca vazia de cigarra esquecida
no tronco das árvores só serve pra poesia.
No estágio de ser árvore meu irmão descobriu que as árvores são vaidosas.
Que justamente aquela árvore na qual meu irmão se transformara,
envaidecia-se quando era nomeada para o entardecer dos pássaros
E tinha ciúmes da brancura que os lírios deixavam nos brejos.
Meu irmão agradecia a Deus aquela permanência em árvore
porque fez amizade com muitas borboletas.

Manoel de Barros (1916 – 2014), poeta brasileiro.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Pensamento do Mês


A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original."

Albert Einstein (1879 - 1955), físico teórico alemão

domingo, 7 de maio de 2017

Dia da Mãe

  Pequeno Poema

Quando eu nasci,
ficou tudo como estava.

Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu,
nem houve estrelas a mais…
 Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.

Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.

As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém…

Pra que o dia fosse enorme,
 bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha Mãe.


Sebastião da Gama, in “Serra-Mãe.”


terça-feira, 18 de abril de 2017

Guernica - 80 anos


Título: Guernica
Autor: Pablo Picasso
Ano: 1937
Técnica: Óleo sobre tela, 3,50 X 7,82
Cores predominantes: Preto, cinzento e branco
Movimento artístico: Cubismo
Onde Ver: Centro de Arte Rainha Sofia, Madrid

Este quadro denunciou o bombardeamento e destruição da aldeia basca em plena guerra civil espanhola.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Pensamento do mês





“Livros não mudam o mundo. Quem muda o mundo são as pessoas. Livros só mudam as pessoas.”


Mário Quintana (1906 -1994), poeta e jornalista brasileiro.






terça-feira, 7 de março de 2017

A mulher na pintura

                               
Título: Mulher em frente ao espelho
 Autor: Pablo Picasso
Ano: 1932
Técnica: óleo sobre tela
Movimento  artístico: Cubismo
Onde ver:Museu de Arte Moderna, Nova Iorque

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Concurso Nacional de Leitura

A obra escolhida este ano para a 1ª fase do CNL e sobre a qual se testaram conhecimentos foi: "Leandro, Rei da Helíria" de Alice Vieira. Ficaram apuradas para a fase distrital do Concurso Nacional de Leitura a decorrer na Biblioteca Municipal Almeida Garrett as alunas: Maria Vitória Mendes, Soraia Magalhães e Soraia Ribeiro.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Rómulo de Carvalho.....António Gedeão

Impressão digital
"Os meus olhos são uns olhos, 
e é com esses olhos uns 
que eu vejo no mundo escolhos, 
onde outros, com outros olhos, 
não vêem escolhos nenhuns. 

Quem diz escolhos, diz flores! 
De tudo o mesmo se diz! 
Onde uns vêem luto e dores, 
uns outros descobrem cores 
do mais formoso matiz. 

Pelas ruas e estradas 
onde passa tanta gente, 
uns vêem pedras pisadas, 
mas outros gnomos e fadas 
num halo resplandecente!! 

Inútil seguir vizinhos, 
querer ser depois ou ser antes. 
Cada um é seus caminhos! 
Onde Sancho vê moinhos, 
D.Quixote vê gigantes. 

Vê moinhos? São moinhos! 
Vê gigantes? São gigantes!"

António Gedeão, in Movimento Perpétuo

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Exposição de trabalhos E.P. na BE









Encontra-se a decorrer na biblioteca uma exposição de trabalhos de E.P. representando duas correntes artísticas: Pop Arte e Op Arte (Ilusão de ótica 3D).
 Algumas técnicas - grafite, lápis de cor, marcador e pastel.
 Também podem apreciar Diários Gráficos e Mandalas.

Pensamento do Mês


“O homem não sabe mais que os outros animais: sabe menos. Eles sabem o que precisam saber. Nós não.”
Fernando Pessoa (1888 – 1935), poeta português

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Parabéns, Eugénio de Andrade

                                                         
                                              

                                                                 O Pastor

                                                          Pastor, pastorinho,
                                                          onde vais sozinho?

                                                          Vou aquela serra
                                                          buscar uma ovelha.

                                                          Porque vais sozinho,
                                                          pastor, pastorinho?

                                                          Não tenho ninguém
                                                          que me queira bem.

                                                           Não tens um amigo?
                                                           Deixa-me ir contigo.


                                                   Eugénio de Andrade, in  Aquela Nuvem e Outra.

Eugénio de Andrade, pseudónimo de José Fontainhas, nasceu a 19 de janeiro de 1923 em Póvoa da Atalaia no Fundão. Faleceu no Porto, cidade onde trabalhou e escreveu.






quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Pensamento do Mês

  "A distinção entre passado, presente e futuro é apenas uma ilusão teimosamente persistente."
    Albert Einstein (1879 - 1955), Prémio Nobel da Física em 1921.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Boas Festas



Adoração dos Pastores (1669),
JOSEFA DE ÓBIDOS (1630 — 1684) Óleo sobre Tela, 150 x 184 cm
Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa.


Votos de Feliz Natal e Boas Festas, deseja a equipa da BE, a toda a comunidade do Agrupamento Gonçalo Mendes da Maia.
Obrigado por estarem connosco.
   







terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Poema do Mês

Natal

A festa hoje dá lugar à melancolia.
Já não somos crianças,
não temos insónias a pensar nos brinquedos
nem sofremos a ansiedade da meia-noite.
Crescemos…
O tempo levou-nos a fé
Levou-nos os avós
Levou-nos os pais.
Trouxe-nos os filhos
e a melancolia
de termos sido crianças
e de ter sido uma festa.


Rui Spranger, “Natal”,
In “Antologia da Cave – 25 anos de poesia no Pinguim Café”