quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto


Hoje, como em numerosos países do mundo, é prestada homenagem às vítimas do Holocausto. Há 71 anos, no dia 27 de janeiro de 1945, o gigantesco complexo de morte de Auschwitz foi libertado pelas forças aliadas.
O Holocausto (A Shoah) roubou a vida de 6 milhões de judeus, homens,mulheres, crianças. Mas, depois da barbárie nazi, a barbárie continuou a repetir-se, vestindo outras fardas, usando outros nomes, outros motivos, outros preconceitos.
A BE Isabel Alçada assinala o dia com uma exposição de trabalhos.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Pensamento da semana


"Se soubesse que o mundo acabava amanhã,ainda hoje plantaria uma árvore."

M. Luther King (1929 - 1968), pastor protestante norte-americano, prémio Nobel da Paz.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Poema de Ano Novo

ANO NOVO 

Meia-noite. Fim 
de um ano, início 
de outro. Olho o céu: 
nenhum indício. 

Olho o céu: 
o abismo vence o 
olhar. O mesmo 
espantoso silêncio 
da Via-Láctea feito 
um ectoplasma 
sobre a minha cabeça 
nada ali indica 
que um ano novo começa. 

E não começa 
nem no céu nem no chão 
do planeta: 
começa no coração. 

Começa como a esperança 
de vida melhor 
que entre os astros 
não se escuta 
nem se vê 
nem pode haver: 
que isso é coisa de homem 
esse bicho 
estelar 
que sonha 
(e luta). 

 

                                                 Ferreira Gullar


Mafalda - 2016


segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Feliz Natal!




P A Z 

A L E G R I A

A M I Z A D E 

S O L I D A R I E D A D E

E S P E R A N Ç A






Deseja a equipa da biblioteca Isabel Alçada, a toda a comunidade escolar.



História Antiga

HISTÓRIA ANTIGA

Era uma vez, lá na Judeia, um rei.
Feio bicho, de resto:
Uma cara de burro sem cabresto
E duas grandes tranças.
A gente olhava, reparava e via
Que naquela figura não havia
Olhos de quem gosta de crianças.

E, na verdade, assim acontecia.
Porque um dia,
O malvado,
Só por ter o poder de quem é rei
Por não ter coração,
Sem mais nem menos,
Mandou matar quantos eram pequenos
Nas cidades e aldeias da nação.

Mas, por acaso ou milagre, aconteceu
Que, num burrinho pela areia fora,
Fugiu
Daquelas mãos de sangue um pequenito
Que o vivo sol da vida acarinhou;
E bastou
Esse palmo de sonho
Para encher este mundo de alegria;
Para crescer, ser Deus;
E meter no inferno o tal das tranças,
Só porque ele não gostava de crianças.


Miguel Torga (1907  - 1995)