quinta-feira, 12 de maio de 2016
segunda-feira, 2 de maio de 2016
Mãe
Mãe refugiada no túnel de Ramsgate para escapar aos bombardeamentos alemães durante a 2ª Guerra.(Foto:BBC).
Poema à mãe
No mais fundo de ti
Eu sei que te traí, mãe.
Tudo porque já não sou
O menino adormecido
No fundo dos teus olhos.
Tudo porque ignoras
Que há leitos onde o frio não se demora
E noites rumorosas de águas matinais.
Por isso, às vezes, as palavras que te digo
São duras, mãe,
E o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
Que apertava junto ao coração
No retrato da moldura.
Se soubesses como ainda amo as rosas,
Talvez não enchesses as horas de pesadelos.
Mas tu esqueceste muita coisa;
Esqueceste que as minhas pernas cresceram,
Que todo o meu corpo cresceu,
E até o meu coração
Ficou enorme, mãe!
Olha - queres ouvir-me? -
Às vezes ainda sou o menino
Que adormeceu nos teus olhos;
Ainda aperto contra o coração
Rosas tão brancas
Como as que tens na moldura;
Ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
No meio do laranjal...
Mas - tu sabes - a noite é enorme,
E todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
Dei às aves os meus olhos a beber.
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo as rosas.
Boa noite. Eu vou com as aves.
Eugénio de Andrade, in "Os Amantes Sem
Dinheiro"
quarta-feira, 27 de abril de 2016
segunda-feira, 25 de abril de 2016
domingo, 24 de abril de 2016
Guerra colonial e o 25 de Abril
No dia 19 as turmas do 9º ano de escolaridade, na sequência da realização de trabalhos de pesquisa, participaram num encontro sobre "A Guerra Colonial e o 25 de Abril". Contámos com a presença do Sr. Celestino Gomes, antigo furriel miliciano e enfermeiro em Moçambique, que descreveu o contexto político da época e respondeu às inúmeras questões que foram colocadas. A ditadura da campainha impediu o prolongamento do encontro.
quinta-feira, 21 de abril de 2016
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