segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Poema do mês

                                 
 LEVAVA EU UM JARRINHO
                           
                      
Levava eu um jarrinho
P’ra ir buscar vinho;
Levava um tostão
P’ra comprar pão;
E levava uma fita
Para ir bonita.

Correu atrás
De mim um rapaz:
Foi o jarro p’ra o chão,
Perdi o tostão,
Rasgou-se-me a fita...
Vejam que desdita!

Se eu não levasse um jarrinho,
Nem fosse buscar vinho,
Nem trouxesse uma fita
Para ir bonita,
Nem corresse atrás
De mim um rapaz
Para ver o que eu fazia,
Nada disto acontecia. 
                                                                                               
                                         FERNANDO PESSOA, in Quadras ao Gosto Popular

domingo, 18 de setembro de 2016

Recomeçar

Sísifo

Recomeça….
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças…


Miguel Torga, Diário XIII  

Todos os anos...


Todos os anos, de julho a setembro, podemos colher amoras. Enquanto ainda há pouco para estudar e os dias são luminosos podemos desafiar os pais ou avós para uma atividade ao ar livre: colher o que as silvas, a natureza, nos oferece. Não te esqueças de levar um saco plástico ou bacia.Se quiseres conhecer um pouco mais sobre esta planta, tão resistente, utiliza por exemplo a seguinte fonte: Wikipédia. 

quarta-feira, 8 de junho de 2016

O Meu Cão


O meu cão

Quando soube que vinhas
O meu coração bateu
Já vieste para casa
Agora és todo meu

Andas por casa
Sempre a farejar
As coisas que mais gostas
É de lamber e brincar

As tuas orelhas pequenas
E o teu grande focinho
Tens ar de mau
Mas és muito meiguinho

És muito brincalhão
Adoro estar contigo
és um grande cão
E um bom  amigo.


Luis Azevedo, nº14 - 7ºE